segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Amigos do surf

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito..." (Milton Nascimento, em Canção da América).


Quem já ouviu relatos de sessões de surf longe do crown somente com alguns amigos?
Já percebeu como a grande maioria chega na praia pra surfar na companhia de amigos?
Do que adianta voce surfar um mar de gala, com ondas perfeitas e não poder contar pra um amigo?
Quantas vezes voce chegou na praia e ao ver que tinha altas ondas, ligou pra um amigo?
E quantas vezes um amigo já te tirou de uma roubada no surf, emprestou parafina, prancha, dinheiro ou deu carona naquele dia que o seu carro pifou?
E quantas vezes voce foi o amigo nestes casos?
As melhores coisas que o surf me deu foram as boas amizades que fiz.
Então, além da sua prancha, é bom ter sempre um bom amigo por perto. Faça amigos e seja um bom amigo.


OBS: Os que não estão na foto, sintam-se representados. Tenham certeza de que eu os tenho guardado no lado esquerdo do peito, assim como fala a canção.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Uma semana na vida de um surfista trabalhador


Segunda-feira: mais uma semana de trabalho pela frente e o cara já não ve a hora de chegar o próximo final de semana pra poder surfar.

Terça-feira: ligado no boletim das ondas no rádio. Tem altas. Mas o trampo lhe espera.

Quarta-feira: monitorando o swell pela internet. Sábado vai dar onda, será?

Quinta-feira: a agonia parace não ter fim, nosso amigo já está até sonhando com aquele tubo, aquela rasgada...

Sexta-feira: passa na surf shop pra comprar parafina, confere o boletim no rádio, internet previsão do tempo... hummm, não sei não. Mas a esperança é a ultima que morre.

Sabado: Chegou o grande dia. Acorda cedo, demora pra escolher a prancha, poe no carro e segue rumo a praia. Chegando lá, TERROR, O MAR TÁ FLAT. Mas a vontade é tanta que mesmo assim arrisca um banho.

Domingo: O mar reagiu um pouco. Mas o crowd também. Divide as merrecas de no máximo 1/2 metro com mais 100 surfistas. E assim termina mais um final de semana. Amanhã é segunda e o escritório lhe espera.

Quantos daqueles que só tem o final de semana pra surfar não passaram por isso? Feliz de quem pode pelo menos dar uma escapadinha durante a semana.

Felizmente, nem sempre é assim.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Mas afinal, o que é essa tal de Surf Music?

Outro dia, perguntando a várias pessoas qual o estilo musical que elas achavam combinar melhor com a cultura surf, alguns me disseram prontamente: "Surf Music". É certo que o termo não é novo pra mim o mesmo acontece com a discussão sobre este tema, mas comecei a pensar o que eles queriam dizer com surf music. Perguntei a um deles se ele gostava de Beach Boys, Dick Dale e The Sandals. Ele me respondeu que nunca ouviu falar e que pra ele "surf music" era Jack Johnson e Donavan Frankeinreiter.
Já pra outro perguntei se ele queria me dizer algo do tipo Midnight Oil, Gangajang ou Concrete Blonde. Como resposta, me falou que até já tinha ouvido estes mas que estava se referindo a algo mais hardcore, tipo Agent Orange e Offspring. Quase pirei!!! Isso porque ninguem falou de Sublime que é uma mistura de rock,raggae e hip-hop, mas também é surf music ( olha ela aí de novo).
Na verdade, o termo Surf Music foi criado na decada de 60 pra designar alguns grupos que faziam rockabilly, abusando do reverb das guitarras, e que supostamente representavam a cultura de praia. Pelo que consta, só não perguntaram aos surfistas se era aquilo que eles curtiam, mas essa é outra história. A partir daí, tudo o que os surfistas da época curtiam virava surf music, e no final das contas terminou nesta salada de estilos. Confesso que gostaria de conhecer o cara que inventou a surf music, o que será que ele acha disso?

Então, em homenagem aos pioneiros da "SURF MUSIC", aí vai um video de uns caras "das antigas". (Apesar de gostar, não acho que essa música combina com cenas do Kelly Slater quebrando a vala).

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

2007: Que ano, brother!!!


Esse ano foi cheio de altos e baixos. Só pra citar alguns:

- fevereiro, surf trip pro Peru (Alto)

- Maio, quebrei o tornozelo. Três meses sem surfar. (Baixo, apesar de que teve o seus pontos positivos. Deu pra pensar um pouco na vida)

- Agosto. Volta ao surf (Alto)

Isso são só os que se referem ao surf. Fora os pessoais e profissionais. Em resumo, foi um agito só. Muitas emoções, como diria o Rei Roberto Carlos.

Mas o melhor estava guardado pro final. A notícia que superou todas as outras, boas ou ruins, foi saber que vou ser pai. Essa deixou eu e minha esposa amarradões e animados para o próximo ano. Que venha 2008!


Desejo um Feliz Natal e Próspero Ano Novo pra todos.


domingo, 18 de novembro de 2007

Surf em Urubici. Alguem duvida?

Quem sabe onde fica Urubici pode ficar surpreso. Mas a prova está aí.
O Marreco, com quem já surfei muitas vezes na Barra da Lagoa, grande mestre do longboard clássico, achou uma valinha lá na serra.

Isso é o SURF. Quem surfa entende.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Pesquisa on-line

Tá rolando uma pesquisa (séria) sobre lazer e cultura em Floripa. Envolve assuntos como hábitos de lazer, prática de esportes e também busca analisar de que forma que o surf é visto pelo público em geral. É bem legal e vale a pena responder ao questionário. Afinal, não custa nada e ainda podemos estar ajudando no surgimento de novas opções de lazer, bem como ajudando a imagem do nosso tão amado surf. Segue o link:

http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=u0E1o1iuYjKv5Lyp1ZszTA_3d_3d

Eu já respondi.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

A segunda prancha, minha mãe e eu.

O que minha mãe tem a ver com minha segunda prancha? Vou contar a história que aconteceu lá pelos idos de 1989 em Navegantes/SC. Levei a minha primeira prancha pro concerto (se é que ainda tinha concerto) e minha mãe foi junto. O dono da oficina era um cara chamado Jairo, galego cabeludo parafinado e cheio das girias. Enfim, a imagem do surfista na época.
Do outro lado, minha mãe, que nunca tinha feito nenhum tipo de contato com aquele tipo de ser. E eu, intermediando a comunicação entre estes dois universos tão distintos. Não foi difícil dele me convencer a trocar minha prancha velha por uma "um pouco mais nova". Pelo menos ela tava toda reformada. Já pra convencer a minha véia, foi dureza. Ela reclamou, achou defeito, pediu desconto, enfim, tocou o terror. O nosso amigo chegou até a nos mostrar todo o processo de confecção de uma prancha, portanto, eu e minha mãe aprendemos isso juntos. Depois de muita conversa, choradeira de todos os lados, fechamos negócio e eu saí de lá mais contente do que pinto no lixo.
Passou-se uns 2 anos e voltei naquele mesmo lugar pra levar a prancha pra fazer um reparo. O Jairo não lembrou de mim, mas quando viu a prancha lembrou do episódio e da figura da minha mãe. "Tua mãe é mó figura, brother... gente fina". E sempre que encontrava o cara ele mandava um abraço pra Dona Alicia.
Bom, aquela prancha foi roubada, o Jairo sumiu do mapa e minha mãe continua a mesma figuraça de sempre e pra ela mando um beijão.