Quem sabe onde fica Urubici pode ficar surpreso. Mas a prova está aí.
O Marreco, com quem já surfei muitas vezes na Barra da Lagoa, grande mestre do longboard clássico, achou uma valinha lá na serra.
Isso é o SURF. Quem surfa entende.
domingo, 18 de novembro de 2007
Surf em Urubici. Alguem duvida?
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Pesquisa on-line
Tá rolando uma pesquisa (séria) sobre lazer e cultura em Floripa. Envolve assuntos como hábitos de lazer, prática de esportes e também busca analisar de que forma que o surf é visto pelo público em geral. É bem legal e vale a pena responder ao questionário. Afinal, não custa nada e ainda podemos estar ajudando no surgimento de novas opções de lazer, bem como ajudando a imagem do nosso tão amado surf. Segue o link:
http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=u0E1o1iuYjKv5Lyp1ZszTA_3d_3d
Eu já respondi.
http://www.surveymonkey.com/s.aspx?sm=u0E1o1iuYjKv5Lyp1ZszTA_3d_3d
Eu já respondi.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
A segunda prancha, minha mãe e eu.
O que minha mãe tem a ver com minha segunda prancha? Vou contar a história que aconteceu lá pelos idos de 1989 em Navegantes/SC. Levei a minha primeira prancha pro concerto (se é que ainda tinha concerto) e minha mãe foi junto. O dono da oficina era um cara chamado Jairo, galego cabeludo parafinado e cheio das girias. Enfim, a imagem do surfista na época.
Do outro lado, minha mãe, que nunca tinha feito nenhum tipo de contato com aquele tipo de ser. E eu, intermediando a comunicação entre estes dois universos tão distintos. Não foi difícil dele me convencer a trocar minha prancha velha por uma "um pouco mais nova". Pelo menos ela tava toda reformada. Já pra convencer a minha véia, foi dureza. Ela reclamou, achou defeito, pediu desconto, enfim, tocou o terror. O nosso amigo chegou até a nos mostrar todo o processo de confecção de uma prancha, portanto, eu e minha mãe aprendemos isso juntos. Depois de muita conversa, choradeira de todos os lados, fechamos negócio e eu saí de lá mais contente do que pinto no lixo.
Passou-se uns 2 anos e voltei naquele mesmo lugar pra levar a prancha pra fazer um reparo. O Jairo não lembrou de mim, mas quando viu a prancha lembrou do episódio e da figura da minha mãe. "Tua mãe é mó figura, brother... gente fina". E sempre que encontrava o cara ele mandava um abraço pra Dona Alicia.
Bom, aquela prancha foi roubada, o Jairo sumiu do mapa e minha mãe continua a mesma figuraça de sempre e pra ela mando um beijão.
Do outro lado, minha mãe, que nunca tinha feito nenhum tipo de contato com aquele tipo de ser. E eu, intermediando a comunicação entre estes dois universos tão distintos. Não foi difícil dele me convencer a trocar minha prancha velha por uma "um pouco mais nova". Pelo menos ela tava toda reformada. Já pra convencer a minha véia, foi dureza. Ela reclamou, achou defeito, pediu desconto, enfim, tocou o terror. O nosso amigo chegou até a nos mostrar todo o processo de confecção de uma prancha, portanto, eu e minha mãe aprendemos isso juntos. Depois de muita conversa, choradeira de todos os lados, fechamos negócio e eu saí de lá mais contente do que pinto no lixo.
Passou-se uns 2 anos e voltei naquele mesmo lugar pra levar a prancha pra fazer um reparo. O Jairo não lembrou de mim, mas quando viu a prancha lembrou do episódio e da figura da minha mãe. "Tua mãe é mó figura, brother... gente fina". E sempre que encontrava o cara ele mandava um abraço pra Dona Alicia.
Bom, aquela prancha foi roubada, o Jairo sumiu do mapa e minha mãe continua a mesma figuraça de sempre e pra ela mando um beijão.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Surf no pé e diploma na mão.

A minha paixão pelo surf nasceu ainda quando morava em Laurentino, pra quem não sabe, uma pequena cidade do interior de SC. Eu sempre digo que lá é a capital do mundo e que um dia todos vão conhecer alguem de Laurentino. Os que me conhecem já fazem parte deste grupo.
Lembro daquele sábado a tarde em que comprei minha primeira prancha de um colega de volei e fui buscar ela pegando uma carona na Kombi que levava a galera pra casa depois do treino. A prancha, de tão ruim, nem flutuava direito, mas era a minha primeira prancha. Começava a minha carreira de surfista "de verdade" (prancha de isopor até então não contava). Lá se vão quase 20 anos. Não foram poucas as gozações e brincadeiras do tipo "vai surfar onde, no rio?". Tudo bem, sempre encarei com bom humor, afinal era estranho mesmo.
No que diz respeito a minha relação com o surf, 2007 ficará marcado por algumas conquistas. Minha primeira viajem para o Peru (relatada aqui neste blog) e agora, algo que nem mesmo eu imaginava possuir anos atrás, um "diploma de surfista", no caso o diploma de minha Pós-graduação em Gestão e Treinamento no Surf/Boardsports. Quem achava que eu tava brincando, tá aí a prova que era coisa séria.
Mas o melhor desta pós-graduação não foi o diploma, mas as grandes amizades que fiz durante o curso e os momentos inesquecíveis que vivemos lá. Saudades das aulas, trabalhos em equipe e da cervejinha no intervalo. A maioria das pessoas investe numa pós-graduação visando o lado profissional. Eu optei em fazer uma pós-graduação pra vida e por incrível que pareça, muito do que aprendi tenho aplicado na minha vida profissional e pessoal. E aqui tenho que agradecer a minha esposa que me incentivou desde o início, principalmente na decisão de me matricular neste curso. Estou muito feliz com essa conquista.
Até a próxima...
terça-feira, 3 de julho de 2007
O Blog Continua
Criei este blog, inicialmente, para reportar a surf trip que fiz ao Peru em fevereiro/2007. Como gosto de escrever, vou continuar a utilizar este espaço e postar algumas coisas que acho interessantes. Pra começar, uma matéria que escrevi para o site http://www.penobico.com.br/.
Já temos o campeão mundial de longboard. E agora?

Há 10 anos atrás o Brasil comemorava a conquista do Torneio Rolang Garros pelo nosso tenista Guga Kuerten. Algum tempo depois, o mesmo Guga, chegou ao topo do ranking mundial da ATP. Foi um fato inédito e um marco na história do tênis brasileiro. Hoje o que se vê e muito se fala é que a onda Guga passou e não foi aproveitada nem 10% do que poderia ter sido.
Comecei a analisar este fato e trouxe para o mundo do surf, mais especificamente da nossa modalidade, o longboard. A conquista do Phil foi magnífica, ainda mais com Danilo Rodrigo sendo Vice e Carlos Bahia em terceiro; todos ficamos e estamos alegres com isso. Mas e agora, como fica? Vamos deixar essa onda, a melhor da série passar? Fiquei preocupado quando vi algumas figuras importantes do meio bradando que “agora os empresários vão olhar mais pro longboard brasileiro”. Sim, eles vão olhar, mas quando isso acontecer, temos que ter um produto que valha a pena se investir. Em outras palavras, uma categoria forte, organizada, com pessoas responsáveis à frente, bons campeonatos e muito planejamento a médio e longo prazo.
Esse é o momento pra organizar a categoria a nível nacional. Tocar pra frente aquela idéia que surgiu no final do ano passado em Matinhos e Balneário Camboriu, que muita gente falou, se envolveu e murmurou sobre uma possível ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA de LONGBOARD, mas que, não ouvimos mais nada a respeito!
Olha que tem gente que já ta usufruindo deste título mundial do Phil, no meu modo de ver, de forma correta e oportuna. Outro dia, vi o Roberto Perdigão, diretor da ASP South América, comentando que o fato do Brasil ter um campeão mundial de longboard aumentou a visibilidade do surf e isso ajudou a trazer mais algumas etapas do WQS (sim, é isso mesmo) para o Brasil neste ano. Apesar de criticado por muitos, tirei o chapéu pro Perdigão, pois isso é saber aproveitar oportunidades, e mostrou que não vai deixar esta série passar.
A verdade é que em 2008 haverá um novo campeão mundial, e se por acaso não for brasileiro, o negócio tende a esfriar. O momento é agora, afinal, pra entrar na onda a gente tem que se posicionar no pico, remar forte, dropar de forma decidida e virar na base com segurança. O resto é conseqüência disso. Será que vamos saber aproveitar a oportunidade?
Comecei a analisar este fato e trouxe para o mundo do surf, mais especificamente da nossa modalidade, o longboard. A conquista do Phil foi magnífica, ainda mais com Danilo Rodrigo sendo Vice e Carlos Bahia em terceiro; todos ficamos e estamos alegres com isso. Mas e agora, como fica? Vamos deixar essa onda, a melhor da série passar? Fiquei preocupado quando vi algumas figuras importantes do meio bradando que “agora os empresários vão olhar mais pro longboard brasileiro”. Sim, eles vão olhar, mas quando isso acontecer, temos que ter um produto que valha a pena se investir. Em outras palavras, uma categoria forte, organizada, com pessoas responsáveis à frente, bons campeonatos e muito planejamento a médio e longo prazo.
Esse é o momento pra organizar a categoria a nível nacional. Tocar pra frente aquela idéia que surgiu no final do ano passado em Matinhos e Balneário Camboriu, que muita gente falou, se envolveu e murmurou sobre uma possível ASSOCIAÇÂO BRASILEIRA de LONGBOARD, mas que, não ouvimos mais nada a respeito!
Olha que tem gente que já ta usufruindo deste título mundial do Phil, no meu modo de ver, de forma correta e oportuna. Outro dia, vi o Roberto Perdigão, diretor da ASP South América, comentando que o fato do Brasil ter um campeão mundial de longboard aumentou a visibilidade do surf e isso ajudou a trazer mais algumas etapas do WQS (sim, é isso mesmo) para o Brasil neste ano. Apesar de criticado por muitos, tirei o chapéu pro Perdigão, pois isso é saber aproveitar oportunidades, e mostrou que não vai deixar esta série passar.
A verdade é que em 2008 haverá um novo campeão mundial, e se por acaso não for brasileiro, o negócio tende a esfriar. O momento é agora, afinal, pra entrar na onda a gente tem que se posicionar no pico, remar forte, dropar de forma decidida e virar na base com segurança. O resto é conseqüência disso. Será que vamos saber aproveitar a oportunidade?
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Retornei.
Já estou em Floripa depois de uma viagem de volta, tranquila apesar de cansativa. Agora vou reunir as fotos e filmagens para mostrar pra galera.
Quero dizer que eu gostei muito desta surf trip e que serviu pra minha evolução como surfista e também como pessoa. A convivência com outros povos e outras culturas sempre nos trás conhecimento e as vezes nos faz ver como é boa a nossa casa, a nossa cidade e o país (apesar dos problemas que temos no Brasil).
Quanto as ondas, sem dúvida foram as melhores ondas que já surfei em minha vida. Com certeza, em breve, irei novamente pra lá.
Quero agradecer aos que acompanharam pelo blog, aos que enviaram mensagens e emails, e a todos que me deram força pra embarcar nessa. Dedico as ondas surfadas pra minha esposa, meus pais e minha irmã. Amo voces.
Agora começo a planejar a próxima, quem sabe para a Costa Rica... Abraço.
Quero dizer que eu gostei muito desta surf trip e que serviu pra minha evolução como surfista e também como pessoa. A convivência com outros povos e outras culturas sempre nos trás conhecimento e as vezes nos faz ver como é boa a nossa casa, a nossa cidade e o país (apesar dos problemas que temos no Brasil).
Quanto as ondas, sem dúvida foram as melhores ondas que já surfei em minha vida. Com certeza, em breve, irei novamente pra lá.
Quero agradecer aos que acompanharam pelo blog, aos que enviaram mensagens e emails, e a todos que me deram força pra embarcar nessa. Dedico as ondas surfadas pra minha esposa, meus pais e minha irmã. Amo voces.
Agora começo a planejar a próxima, quem sabe para a Costa Rica... Abraço.
domingo, 18 de fevereiro de 2007
Em clima de despedida
Hoje, domingo 18/02, nosso último dia aqui no Peru. A noite retornamos ao Brasil. A saudade de casa é grande.
Ontem foi o melhor dia de surf da viagem com altas ondas em Puerto Viejo. Fizemos amizade com um surfista peruano chamado Hernan, muito gente boa, que nos levou com seu carro até lá. Tava tao bom que ninguem queria sair da agua pra filmar ou fotografar. Mas as ondas ficarao registradas na memória.
Hoje, acordei cedo e fui surfar em La Isla pra "encerrar os trabalhos" no mesmo local que iniciei. Agora é hora de arrumar as malas e voltar pra casa mas com a certeza de que um dia voltarei. Ficam a saudade das boas ondas surfadas e da simpatia do povo peruano que nos recebeu muito bem, sempre com um sorriso no rosto.
Eu, Hernan e Gordinho Banana (grande companheiro de viagem)
Puerto Viejo tem altas ondas brother...
Os surfistas/longboarders profissionais do Brasil Alan Gandra, Eduardo Bagé, Gabriel Xcel e o primeiro surfista de Laurentino a surfar no Peru, Sandro Murara. Eles estavam na mesma pousada. Galera sangue bom.
Nos vemos no Brasil. Abraço a todos.
Ontem foi o melhor dia de surf da viagem com altas ondas em Puerto Viejo. Fizemos amizade com um surfista peruano chamado Hernan, muito gente boa, que nos levou com seu carro até lá. Tava tao bom que ninguem queria sair da agua pra filmar ou fotografar. Mas as ondas ficarao registradas na memória.
Hoje, acordei cedo e fui surfar em La Isla pra "encerrar os trabalhos" no mesmo local que iniciei. Agora é hora de arrumar as malas e voltar pra casa mas com a certeza de que um dia voltarei. Ficam a saudade das boas ondas surfadas e da simpatia do povo peruano que nos recebeu muito bem, sempre com um sorriso no rosto.
Nos vemos no Brasil. Abraço a todos.
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